Muito se falou aqui há uns tempos sobre a existência das gravuras paleolíticas no vale do rio Côa, junto a Vila Nova de Foz Côa, devido ao facto de a EDP aí querer construir uma central
hidroeléctrica, o que implicaria a construção de uma barragem, que submergiria as ditas gravuras.
Hoje lembrei-me de várias soluções para este problema, cada uma mais elegante do que a outra. Vou aqui partilhar com vocês esta maravilha que os meus neurónios defecaram, horas atrás:
A solução mais simples e mais tosca, seria sem dúvida tirar fotografias ao local e guardar os negativos num sítio bem seguro, expondo as fotografias num qualquer museu. Isto poupava muitos incómodos, como por exemplo uma pessoa ter de se deslocar a Foz Côa, para observar, admirar ou até mesmo contemplar as gravuras de Foz Côa! Meus senhores, isto não faz o mínimo sentido!
Outra solução, esta já mais rebuscada seria construir um museu submerso, ficando as gravuras dentro do dito museu,
completamente bem conservadas e no local mais propício ao seu visionamento: um museu!
As últimas duas soluções são as que eu mais gosto e são aquelas que fazem de mim um verdadeiro fenómeno da arqueologia:
- Pegar num lápis e num papel e decalcar as gravuras, tal como fazíamos com as moedas quando éramos putos!
Solução muito simples e deveras elegante!
- Contratar um artista plástico de renome, um conceituado escultor, para memorizar as gravuras e as reproduzir
num outro local, que já não corresse o risco de submergir com a barragem. O novo local poderia ser por exemplo as
paredes de um museu: forrar as paredes do museu com as gravuras de Foz Côa!
Publicado por Lopes Figueiredo