Gravuras Rupestres em Foz Côa

Muito se falou aqui há uns tempos sobre a existência das gravuras paleolíticas no vale do rio Côa, junto a Vila Nova de Foz Côa, devido ao facto de a EDP aí querer construir uma central
hidroeléctrica, o que implicaria a construção de uma barragem, que submergiria as ditas gravuras.

Hoje lembrei-me de várias soluções para este problema, cada uma mais elegante do que a outra. Vou aqui partilhar com vocês esta maravilha que os meus neurónios defecaram, horas atrás:

A solução mais simples e mais tosca, seria sem dúvida tirar fotografias ao local e guardar os negativos num sítio bem seguro, expondo as fotografias num qualquer museu. Isto poupava muitos incómodos, como por exemplo uma pessoa ter de se deslocar a Foz Côa, para observar, admirar ou até mesmo contemplar as gravuras de Foz Côa! Meus senhores, isto não faz o mínimo sentido!

Outra solução, esta já mais rebuscada seria construir um museu submerso, ficando as gravuras dentro do dito museu,
completamente bem conservadas e no local mais propício ao seu visionamento: um museu!

As últimas duas soluções são as que eu mais gosto e são aquelas que fazem de mim um verdadeiro fenómeno da arqueologia:

- Pegar num lápis e num papel e decalcar as gravuras, tal como fazíamos com as moedas quando éramos putos!
Solução muito simples e deveras elegante!

- Contratar um artista plástico de renome, um conceituado escultor, para memorizar as gravuras e as reproduzir
num outro local, que já não corresse o risco de submergir com a barragem. O novo local poderia ser por exemplo as
paredes de um museu: forrar as paredes do museu com as gravuras de Foz Côa!

3 Respostas para “Gravuras Rupestres em Foz Côa”

  1. ANETTE Diz:

    Em primeiro lugar permita-me acrescentar que as gravuras descobertas no Vale do Côa não remontam apenas ao Paleolítico mas também à Idade do Bronze, Idade do Ferro, ao período da ocupação romana, à Idade Medieval e aos tempos modernos (é com certificação quase profissional que garanto que lá está uma gravura[e não é pintura] com o dito “Pedro ama Sofia = amor louco sem fim”).
    Em segundo lugar deixe-me dizer que essas ideias que se têm com um grau de alcoolismo superior ao permitido por lei quando se executa a actividade de condução são no mínimo…exóticas! Ora, sendo o senhor um leigo nesta matéria vou explicar-lhe o porquê de estas propostas não terem sido aceites…
    A primeira é estimulante para um atelier de tempos livres, mas o decalque iria adulterar a finalidade das gravuras…Repito:gravuras! Fazendo-se o decalque deixavam de o ser….
    A segunda solução seria perfeita se existissem escultores técnicos! Ou então (no caso das gravuras Paleolíticas), homens Paleolíticos que soubessem reproduzir o pensamento da época… Veja, um equídeo confundir-se-ia facilmente com uma garrafa de Coca-Cola… O escultor não poderia nunca ser artista porque a gravura do tal equídeo (grande fascínio dos homens do Paleolítico) poderia facilmente transformar-se num alçe, se o artista não compreendesse o contexto faunístico da época…

    Sem mais delongas me despeço,

    ANETTE

  2. ana Diz:

    aaaa

  3. Anónimo Diz:

    ola adeus

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